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Neurodivergência: O mundo em diferentes cores (e tá tudo bem!)

  • Aline Obara
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Você já parou para pensar que ninguém enxerga o mundo exatamente do mesmo jeito? Assim como temos cores de olhos, alturas e impressões digitais diferentes, nossos cérebros também têm formas únicas de funcionar. É aqui que entra um termo que tem ganhado as redes sociais: a neurodivergência.



Mas afinal, o que é ser neurodivergente?

Imagine que o cérebro é como o sistema operacional de um computador. A maioria das pessoas usa um sistema "padrão" (que chamamos de neurotípicos). Já as pessoas neurodivergentes têm um sistema operacional diferente. Não é melhor, nem pior, e definitivamente não é uma doença que precisa de cura. É apenas uma fiação diferente.

Ser neurodivergente significa que o processamento de informações, as emoções e a forma de interagir com o mundo seguem um caminho próprio.


Quem faz parte desse grupo?

A neurodivergência é um "guarda-chuva" que abriga várias condições que você provavelmente já ouviu falar:

  • Autismo (TEA): Uma forma diferente de se comunicar e sentir o mundo ao redor.

  • TDAH: Uma mente que funciona em alta velocidade, muitas vezes com dificuldade de focar em uma coisa só, mas com muita criatividade.

  • Dislexia: Uma maneira diferente de processar a leitura e a escrita.

  • Altas Habilidades/Superdotação: Quando o cérebro tem uma facilidade acima da média em áreas específicas.


Por que precisamos falar sobre isso?

Por muito tempo, a sociedade tentou "consertar" quem pensava diferente. Hoje, entendemos que a diversidade de mentes é fundamental.

Uma pessoa com TDAH pode ser a alma criativa de uma empresa. Alguém com Altas Habilidades pode encontrar soluções para problemas que ninguém mais viu. O autista pode ter um foco e uma honestidade admiráveis.

O desafio não está no cérebro da pessoa, mas em um mundo que nem sempre está preparado para acolher essas diferenças.


3 Coisas que você precisa saber:

  1. Não é falta de educação ou preguiça: Muitas vezes, o que parece desatenção ou comportamento "estranho" é apenas o cérebro tentando lidar com estímulos (luzes, sons, regras sociais) de uma forma exaustiva.

  2. O diagnóstico liberta: Saber que você é neurodivergente não é um rótulo que te limita, mas um manual de instruções que ajuda você a entender por que funciona de tal jeito.

  3. Respeito é o melhor suporte: Pequenos ajustes na comunicação e no ambiente podem fazer com que uma pessoa neurodivergente brilhe intensamente.


Conclusão

A neurodivergência nos ensina que não existe um "jeito certo" de ser humano. O mundo é mais rico justamente porque cada cérebro brilha em uma frequência diferente. Se você sente que seu funcionamento é diferente do "padrão", ou conhece alguém que seja assim, lembre-se: diferente não é deficiente.

 
 
 

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